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Documentos históricos do Centro de Departamento de Casa da Memória, da Fundação Cultural de Curitiba, conservam alguns registros da tradição popular, entre eles a reprodução de um panfleto de 1884, que anunciava os dias da festa: 23 e 26 de fevereiro, em Curitiba e em Paranaguá.Os documentos relatam que ao longo do início do século 20, o carnaval de Curitiba deixou os salões e passou a ocupar as ruas da cidade. Os desfiles de carros alegóricos, os corsos, animavam a Rua XV de Novembro, a Praça Osório e a Rua Comendador Araújo.Em 1930, o evento sofreu transformações, com o crescimento de blocos carnavalescos e a instituição dos concursos de fantasias. Foi nessa década que surgiram as figuras do Rei Momo e da Rainha do Carnaval, fortalecendo a identidade da festa.Nos anos 1940, os blocos deram origem às primeiras escolas de samba. A mais antiga delas, a Colorado, foi fundada na Vila Tassi, região da classe operária e da população negra de Curitiba, hoje Jardim Botânico. No livro Colorado: A Primeira Escola de Samba de Curitiba, produzido com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, João Carlos de Freitas descreve que a escola nasceu sob a influência do sambista Ismael Cordeiro, conhecido como Maé da Cuíca.Em 1948, surgiram os blocos Não Agite e Embaixadores da Alegria, que nos anos 1950 se consolidaram como escolas de samba ao lado da Dom Pedro II. A Embaixadores da Alegria é a escola mais antiga da cidade em atividade.As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por fusões e dissidências entre blocos e escolas, refletindo as mudanças na estrutura do carnaval curitibano. Desde 1968, a Marechal Deodoro tornou-se o palco principal dos desfiles das escolas de samba da cidade, com algumas mudanças no decorrer das décadas de 1990 e 2000.

Documentos históricos do Centro de Departamento de Casa da Memória, da Fundação Cultural de Curitiba, conservam alguns registros da tradição popular, entre eles a reprodução de um panfleto de 1884, que anunciava os dias da festa: 23 e 26 de fevereiro, em Curitiba e em Paranaguá.Os documentos relatam que ao longo do início do século 20, o carnaval de Curitiba deixou os salões e passou a ocupar as ruas da cidade. Os desfiles de carros alegóricos, os corsos, animavam a Rua XV de Novembro, a Praça Osório e a Rua Comendador Araújo.Em 1930, o evento sofreu transformações, com o crescimento de blocos carnavalescos e a instituição dos concursos de fantasias. Foi nessa década que surgiram as figuras do Rei Momo e da Rainha do Carnaval, fortalecendo a identidade da festa.Nos anos 1940, os blocos deram origem às primeiras escolas de samba. A mais antiga delas, a Colorado, foi fundada na Vila Tassi, região da classe operária e da população negra de Curitiba, hoje Jardim Botânico. No livro Colorado: A Primeira Escola de Samba de Curitiba, produzido com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, João Carlos de Freitas descreve que a escola nasceu sob a influência do sambista Ismael Cordeiro, conhecido como Maé da Cuíca.Em 1948, surgiram os blocos Não Agite e Embaixadores da Alegria, que nos anos 1950 se consolidaram como escolas de samba ao lado da Dom Pedro II. A Embaixadores da Alegria é a escola mais antiga da cidade em atividade.As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por fusões e dissidências entre blocos e escolas, refletindo as mudanças na estrutura do carnaval curitibano. Desde 1968, a Marechal Deodoro tornou-se o palco principal dos desfiles das escolas de samba da cidade, com algumas mudanças no decorrer das décadas de 1990 e 2000.

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